segunda-feira, 15 de abril de 2019

A Sutil Arte de Ligar o F*da-se - Mark Manson



Esse livro foi um hype gigantesco algum tempo atrás, onde você olhava tinha alguém com um livro desse na mão. A bem da verdade, ainda nos últimos dias vi gente lendo esse livro.
Sendo bem sincera, quando muitas pessoas falam de um livro, isso faz com que eu tenha praticamente zero interesse nele. Sim, eu sou a chata do contra. Mas ao mesmo tempo, como depois de muito tempo as pessoas ainda falavam desse livro, eu acabei comprando.
Vamos lá... Esse é mais um livro de Auto Ajuda. E já vamos dizendo que não gosto de livros de Auto Ajuda. Eles parecem uma eterna leitura do óbvio mais básico possível. Mas, não me atentei, antes de começar a ler que era um livro de Auto Ajuda (pura ingenuidade), se não tivesse visto acho que eu nem teria comprado.
Mas diferente do que eu falei sobre livros de Auto Ajuda, esse livro não é mais do mesmo. Pelo menos não 100%.
Ele repete sim, mas mesmas coisas dos outros do mesmo gênero, com algumas mudanças. O autor, tenta te animar a fazer as coisas, sem querer mostrar que está tentando fazer isso, entre muitas linhas de “nem todo mundo é especial”, e “tudo que acontece na sua vida é responsabilidade sua”.
Essa parte de “tudo que acontece na sua vida é responsabilidade sua”, ao mesmo tempo que me fez concordar um pouco, me irritou bastante.
Temos sim, o poder de escolher com o que vamos nos importar ou não. Isso não será mudado de um dia pro outro, é um processo lento, porque pra maioria das pessoas é muito difícil se libertar do medo do que as outras pessoas pensam de você. Então, por mais que tenhamos o poder de escolha, temos que nos treinar e libertar para isso. Mas esse “poder de escolha” não vai ser soberano. Existem momentos que simplesmente são muito imprevisíveis e fortes, pra escolhermos como vamos ou não vamos no sentir.
Em uma parte do livro que me deixo bem irritada, ele fala de um homem que comentou no blog dele que o filho tinha morrido, e que ele não conseguia controlar o sofrimento que sentia, olha, o que ele escreveu

Alguns anos atrás, escrevi algumas ideias que conto neste capítulo no meu blog, e um homem deixou um comentário. Ele disse que eu era vazio e superficial, acrescentando que eu não tinha real compreensão dos problemas da vida ou da responsabilidade humana. Disse que tinha perdido um filho a pouco, num acidente de carro. E me acusou de não saber o que era a verdadeira dor, me rotulando de idiota por sugerir que ele era responsável pela dor de perder um filho.
Estava na cara que aquele homem tinha passado por uma dor muito maior do que a maioria das pessoas enfrenta na vida. Ele não escolheu a morte do filho, não tinha culpa por tal desgraça. A responsabilidade de lidar com a perda lhe foi imposta, embora fosse clara e compreensivelmente indesejável. E apesar de tudo isso ele era, sim, responsável pelas próprias emoções, crenças e ações. A reação que apresentou diante da morte do filho foi uma escolha dele. As dores, de todos os tipos, são inevitáveis, mas podemos escolher o que elas significam para nós. Alegar que não tinha escolha e que só queria i filho de volta é, por si só, uma escolha: uma entre as muitas formas possíveis de lidar com esse tipo de dor. (pg 114)

A citação foi longa, eu sei, mas o livro já não estava me agradando, nesse momento passou mais a me irritar do que qualquer outra coisa. Falar que a reação daquele homem diante da morte do filho foi escolha dele foi demais pra mim. Você não escolhe quando vai superar algo tão forte.
Desse ponto pra frente, na maior parte do tempo, eu estava apenas me obrigando a ler o livro.
O autor conta um pouco do que fez ele mudar de um adolescente praticamente inútil, para um adulto dedicado a algo, como que ele percebeu que precisava fazer alguma coisa com a sua vida, e o que o fez resolver arriscar com suas opções. Esses exemplos da vida dele são interessantes, e conseguimos sim para retirar algum aprendizado, mas não sei se vale a pena de ler o livro.

Analisando o livro como um todo, eu poderia passar minha vida muito bem sem precisar passar por essa leitura. As partes que fazem sentido, são as partes “mais do mesmo”, então você pode pegar qualquer outro livro de Auto Ajuda e ler no lugar desse. Pelo menos você não vai passar a raiva que passei com a citação acima.

No final das contas, eu só indico esse livro se você for o apaixonado mesmo por livros de Auto Ajuda, caso contrário pode passar longe que não vai perder nada.
Nos vemos na próxima (espero que eu tenha lido um livro melhor rs). :)


Classificação: ✩✩

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